A amiloidose é caracterizada pela deposição extracelular de proteínas anômalas resultando em danos e falência dos órgãos acometidos. Pode ser hereditária ou adquirida; sistêmica ou localizada. Embora muitos casos de amiloidose sejam hereditários, a maioria é de natureza adquirida, como resultado de uma neoplasia maligna (monoclonal) de células B/plasmócitos; secundária ao envelhecimento ou como resultado de inflamação crônica. As causas ou doenças específicas relacionadas à amiloidose estão, portanto, associadas a proteínas amiloides específicas que incluem cadeias leves de imunoglobulina kappa ou lambda (amiloide AL), transtirretina (amiloide ATTR), amiloide sérico A (amiloide SAA) e outros subtipos incomuns. Como o tratamento de pacientes com amiloidose difere radicalmente para os diferentes subtipos de amiloide, é extremamente importante identificar com precisão as proteínas que constituem os depósitos de amiloide.
O diagnóstico básico de amiloidose é tipicamente alcançado pela coloração com vermelho do Congo e/ou tioflavina T em amostras de biópsia de tecido embebidas em parafina, demonstrando depósitos amiloides. O próximo passo é subtipar os depósitos amiloides. Este exame atende a essa necessidade e baseia-se na microdissecção a laser de depósitos amiloides vermelho Congo positivos, seguida de análise por proteômica baseada na espectrometria de massas de alta resolução para determinar com precisão o tipo de proteína que constituem o amiloide.