A análise de proteína priônica no líquido cefalorraquidiano (LCR) é um exame complementar utilizado na investigação de doenças priônicas, incluindo a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A detecção de proteína priônica anormal sugere a presença de processo neurodegenerativo relacionado a príons e fortalece a suspeita diagnóstica quando associada a manifestações clínicas e achados de exames complementares compatíveis. Resultados positivos apresentam elevada relevância diagnóstica devido à alta especificidade da metodologia empregada. Por outro lado, um resultado não reagente não afasta completamente a possibilidade de doença priônica, devendo ser interpretado em conjunto com o quadro clínico, exames de imagem e demais marcadores laboratoriais disponíveis. Fatores pré-analíticos, como a qualidade da amostra e eventual contaminação sanguínea do LCR, podem impactar o desempenho analítico do teste. A correlação clínica é indispensável para a adequada interpretação dos resultados.