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COXBGIII - ANTICORPOS IGG ANTI COXIELLA BURNETII (FEBRE Q) FASE I + II

Sinônimos: ANTICORPOS ANTI FEBRE Q, ANTICORPOS ANTI FEBRE QUERY

CID10: A78

Especialidade: Infectologia

COXBGIII - ANTICORPOS IGG ANTI COXIELLA BURNETII (FEBRE Q) FASE I + II

ProduçãoMétodoInstruçõesInterpretaçãoOutras informações

Produção do Exame

Material

SORO

Meio(s) de Coleta

Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

Prazo

12 dias úteis

Realização

Segunda a sexta-feira

Volume Mínimo

1,5 mL

Método

IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA

Instruções

Instruções de Coleta

Tubo seco: Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame. Tubo com gel separador: Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.

Instruções de Distribuição

Transportar refrigerado (2°C a 8°C).

Instruções de Estabilidade

A amostra é estável por 48 horas em temperatura ambiente, por 15 dias refrigerada de 2°C a 8°C ou por até 1 ano congelada.

Instruções de Rejeição

Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia e amostras com hemólise grau I.

Instruções Adicionais

Data de revisão: 13/05/2021.

Interpretação

Interpretação

A bactéria Coxiella burnetii é um cocobacilo Gram-negativo, parasita intracelular obrigatório, que é agente etiológico da febre Q humana. A febre Q é uma zoonose que normalmente se manifesta como uma doença aguda e debilitante semelhante à influenza. Podem ocorrer doenças crônicas raras, geralmente na forma de hepatite ou endocardite. Os humanos são infectados principalmente pela inalação de aerossóis contaminados durante o contato com gado doméstico, principalmente com ovinos, bovinos e caprinos. C. burnetii é reconhecida como um agente potencial de bioterrorismo e foi classificada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças como um agente de categoria B. Isso porque este microorganismo pode causar infecção aerossólica, tem baixa dose infecciosa (1 a 10 microorganismos já são suficientes para desencadear a doença) e capacidade de sobreviver por períodos prolongados no meio ambiente; é altamente resistente a choque osmótico, temperatura elevada, dessecação, luz ultravioleta e vários desinfetantes químicos. Coxiella burnetii apresenta, uma variação de fase no decorrer da infecção, devido às mudanças observadas no lipopolissacarídeo presente na parede celular das bactérias gram-negativas. Essa alteração antigênica é importante para a evolução da doença e seu diagnóstico sorológico. A fase I possui uma sequência completa de lipopolissacarídeos, enquanto que na fase II o microrganismo apresenta modificações do antígeno da parede celular. Tal variação permite distinguir as infecções agudas, onde a produção de anticorpos anti-C. burnetti em fase II é predominante, das infecções crônicas, na qual a presença de anticorpos anti-C. burnetii fase I é mais abundante.

Doenças Relacionadas

Febre Q, Infecção por Coxiella burnetii

Outras informações

Links úteis

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