A cultura de vigilância tem como objetivo identificar pacientes que possuem microrganismos multirresistentes, estabelecer precauções de contato, permitir adequação terapêutica com detecção precoce, prevenir surtos e avaliar a epidemiologia do serviço médico.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aumento da resistência antimicrobiana é um dos principais problemas atuais. Observa-se um aumento alarmante da circulação de cepas multirresistentes, especialmente aos antimicrobianos de última geração.
As pesquisas mais solicitadas pelos Centros de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) incluem os seguintes grupos:
- Staphylococcus aureus resistentes a meticilina/oxacilina (MRSA/ORSA);
- Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium resistentes a vancomicina (VRE);
- Enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos;
- Enterobactérias produtoras de Beta Lactamase de Espectro Estendido (ESBL);
- Pseudomonas aeruginosa resistente aos carbapenêmicos;
- Cepas do Complexo Acinetobacter baumannii resistentes aos carbapenêmicos.
A cultura para CUVG será considerada positiva em amostras de regiões retal, anal ou perianal se houver desenvolvimento de:
- Enterobactérias produtoras de ESBL, carbapenemases ou com alteração de porina;
- Cepas de Pseudomonas aeruginosa e Complexo Acinetobacter baumannii produtoras de carbapenemases;
- Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium resistentes a vancomicina (VRE).
Já a ausência de crescimento em meio de cultura seletivo e diferencial ou a ausência da presença dos perfis de resistência anteriormente citados equivale a um resultado negativo.
Para amostras da região axilar/inguinal, a cultura será considerada positiva se houver desenvolvimento de Staphylococcus aureus resistentes a meticilina. Já a ausência de crescimento em meio de cultura seletivo e diferencial ou ausência de resistência a meticilina equivale a um resultado negativo.