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CoberturaANS

FTAEG - TREPONEMA PALLIDUM IGG

Sinônimos: TREPONEMA PALLIDUM IGG

CBHPM: 40307735 CID10: A51, A50

Especialidade: Urologia, Ginecologia, Infectologia

FTAEG - TREPONEMA PALLIDUM IGG

ProduçãoMétodoInstruçõesInterpretaçãoOutras informações

Produção do Exame

Material

SORO

Meio(s) de Coleta

Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

Prazo

5 dias úteis

Realização

Quinta-feira

Volume Mínimo

0,55 mL

Método

ENZIMAIMUNOENSAIO

Instruções

Instruções de Preparo

Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas.

Instruções de Coleta

Tubo seco: Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame. Tubo com gel separador: Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.

Instruções de Distribuição

Transportar refrigerado (2°C a 8°C).

Instruções de Estabilidade

A amostra é estável por até 14 dias refrigerada entre 2°C e 8°C.

Instruções de Rejeição

Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia.

Interpretação

Interpretação

Treponema pallidum é uma bactéria espiralada em hélice da família Spirochaeta. Essa família inclui cinco gêneros: borrelia, spirochaeta, cristispira, treponema e leptospira. O Treponema pallidum é o agente causador da sífilis, uma doença infecciosa crônica. As subespécies são: T. pallidum endemicum que causa a sífilis venérea, T pallidum pertenue leva a uma infecção não venérea, ocorrendo em regiões tropicais denominadas framboesia e T. pallidum carateum que é o agente causador da Pinta. A sífilis é transmitida de humano para humano através da mucosa. A transmissão indireta por transfusões sanguíneas e/ou lesões também é possível. Durante a gravidez e nascimento, o bebê pode ser infectado pela mãe, caracterizando a sífilis congênita. A sífilis é um fator de risco conhecido para abortos e natimortos. A doença ocorre em quatro estágios: Primeiro estágio: o cancro duro (úlcera dura) é característico da lesão primária da sífilis (estágio I) e normalmente ocorre 3 semanas após a infecção, desenvolvendo no local de entrada do vírus. É uma úlcera indolor, que contém grande quantidade de patógeno e é, portanto, altamente contagiosa. O possível inchaço dos linfonodos regionais é indolor e os linfonodos permanecem deslocáveis. A partir desse estágio, a doença pode ser diagnosticada, utilizando o teste TPHA (ensaio de hemaglutinação de Treponema pallidum). Após 2 a 6 semanas a úlcera é curada deixando cicatrizes. A infecção geralmente persiste e desenvolve para o segundo estágio. Segundo estágio: aproximadamente 8 semanas após a infecção, a doença se manifesta com sintomas parecidos ao resfriado, como febre, fadiga, dores de cabeça ou nas articulações. Além de um inchaço generalizado dos linfonodos. 90% dos pacientes apresentam desordens da pele local ou generalizada, que são acompanhadas ou não por coceira fraca. Todas as desordens da pele curam-se em aproximadamente 4 meses. A sífilis secundária é seguida por um estágio clinicamente silencioso (sífilis latente), que pode durar anos. Terceiro estágio: manifestações típicas nesse estágio são pápulas largas e úlceras na pele e membrana mucosa, bem como sífilis visceral ou em órgãos, incluindo inflamações gomosas e intersticiais, perivasculite, sífilis cardiovascular, neuro sífilis (forma sintomática ou assintomática), osteítes e periosteítes. Quarto estágio: 10 a 30 anos pós uma infecção não tratada, 8 a 10% dos pacientes apresentam desordens neurológicas severas, como neuro sífilis com paralisia progressiva e tabes dorsalis com distúrbios vegetativos e mentais severas. O diagnóstico de sífilis é baseado em achados clínicos conforme o estágio da doença. O TPHA é um ensaio para determinação indireta de anticorpos contra Treponema pallidum. Se o teste de screening for positivo, testes adicionais são recomendados, utilizando um ensaio FTA-ABS por exemplo. Para diagnósticos sorológicos, métodos de testes modernos como Anti Treponema pallidum ELISA, Westernblot e IIFT têm sido bem-sucedidos. Os anticorpos também podem ser encontrados no soro e líquor, particularmente em crianças com sífilis congênita. Anticorpos contra cardiolipina servem como um marcador de atividade da infecção.

Outras informações

Links úteis

Nota Normativa Nº2-SEI/2017-DIAHV/SVS/MSPRÉ-ANALÍTICAS DE REJEIÇÃO DE AMOSTRAS: INFORMAÇÕES IMPORTANTESManual Técnico para Diagnóstico da Sífilis

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