Exame destinado à identificação de micobactérias e à avaliação de sua sensibilidade aos medicamentos testados. Os resultados auxiliam no diagnóstico, na escolha do tratamento mais adequado e no acompanhamento clínico do paciente.
Identificação de espécies de Mycobacterium, Identificação de Bacilo de Álcool Ácido Resistente à AFB, Identificação de Mycobacterium por PCR, Identificação de Mycobacterium por PRA, Identificação de Mycobacterium por RFLP, Identificação de Mycobacterium spp, PRA HSP65.
Para a identificação das micobactérias de crescimento rápido, é utilizado o sequenciamento parcial do gene rpoB e, para as de crescimento lento, é utilizado o sequenciamento parcial do gene hsp65.
As espécies do complexo Mycobacterium tuberculosis não são diferenciadas neste exame.
O exame é útil na detecção da resistência em isolados do complexo M. tuberculosis, sobretudo nos casos onde ocorre suspeita de falha terapêutica. Nas infecções causadas por micobactérias de crescimento rápido permite o ajuste da terapêutica empírica.
Para o complexo M. tuberculosis, como drogas de primeira linha, são testadas rifampicina, etambutol e isoniazida, utilizando-se o sistema Bactec 960. Como drogas de segunda linha, são testadas a estreptomicina e a ofloxacino pelo método das proporções, mas em cepas apresentando resistência a múltiplas drogas.
Para micobactérias de crescimento rápido, a metodologia utilizada é a microdiluição em caldo. São testados os seguintes antimicrobianos: amicacina, tigeciclina, doxiciclina, ciprofloxacino, claritromicina, linezolida, cefoxitina (apenas para M. abscessus), tobramicina (apenas para M. chelonae) e sulfametoxazol-trimetoprim (apenas para M. fortuitum). Para M. kansasii são testadas rifampicina e etambutol. Para M. avium/intracellulare é testada apenas a claritromicina ou azitromicina.