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UREDI - URÉIA PÓS DIÁLISE

CID10: N18, N17, N19, I15, N11, E11, N04,

Especialidade: Nefrologia, Cardiologia, Endocrinologia

UREDI - URÉIA PÓS DIÁLISE

ProduçãoMétodoInstruçõesInterpretaçãoOutras informações

Produção do Exame

Material

SORO PÓS DIÁLISE

Meio(s) de Coleta

Tubo seco (vermelho) ou Gel separador (amarelo)

Prazo

1 dia útil

Realização

Segunda a sábado

Volume Mínimo

0,55 mL

Método

CINÉTICA

Instruções

Instruções de Coleta

Tubo seco: Realizar coleta utilizando tubo seco. Após retração completa do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame. Tubo com gel separador: Homogeneizar imediatamente após a coleta e manter o tubo em repouso verticalmente para a completa retração do coágulo em temperatura ambiente, para evitar hemólise. Após este período, centrifugar a amostra para obtenção do soro (sobrenadante) e acondicionar corretamente conforme estabelecido para o exame.

Instruções de Distribuição

Transportar refrigerado (2°C a 8°C).

Instruções de Estabilidade

A amostra é estável por até 7 dias refrigerada entre 2 e 8°C.

Instruções de Rejeição

Amostras recebidas diferente das condições solicitadas em guia.

Instruções Adicionais

Data de revisão: 29/05/2020.

Interpretação

Interpretação

A ureia é sintetizada no fígado como o produto final do metabolismo das proteínas e dos aminoácidos. Por conseguinte, a síntese depende da ingestão diária de proteínas e do metabolismo endógeno das proteínas. A maior parte da ureia produzida durante estes processos metabólicos é eliminada por filtração glomerular, sendo que 40-60% volta a difundir-se no sangu. A redisseminação depende do fluxo urinário e é controlada pelo hormônio antidiurético. Durante a diurese, existe uma redisseminação mínima de ureia para o sangue; uma grande quantidade de ureia é eliminada na urina e a concentração de ureia no plasma é reduzida. Durante a anti-diurese, que pode ocorrer no caso de insuficiência cardíaca oligúrica, exsicose ou sede, a ureia difunde-se novamente nos túbulos a um caudal superior e a ureia plasmática aumenta. Antes e depois da insuficiência renal, o fluxo de urina tubular é reduzido, resultando num aumento da redisseminação de ureia nos túbulos distais e num aumento na secreção de creatinina. A elevação do nível de ureia pré-renal ocorre no caso de descompensação cardíaca, catabolismo proteico aumentado e depleção hídrica. Os níveis de ureia podem ser elevados devido a causas renais, nomeadamente glomerulonefrite aguda, nefrite crônica, rim policístico, necrose tubular e nefrosclerose. A elevação do nível de ureia pós-renal pode ser provocada pela obstrução do trato urinário. A concentração de ureia no plasma é determinada pela perfusão renal, taxa de síntese da ureia e taxa de filtração glomerular (GFR), podendo aumentar em caso de insuficiência renal aguda, insuficiência renal crônica e azotemia pré-renal. Nos doentes de diálise, a concentração de ureia é representativa da degradação proteica sendo igualmente indicadora do estado metabólico. Em caso de insuficiência renal terminal, os sinais urotóxicos, particularmente os que estão relacionados com o sistema gastrointestinal, estão bem correlacionados com a concentração de ureia. Como é uma molécula rapidamente difusível, seus níveis séricos caem rapidamente após a diálise, sendo útil no controle dessa terapia.

Outras informações

Links úteis

PRÉ-ANALÍTICAS DE REJEIÇÃO DE AMOSTRAS: INFORMAÇÕES IMPORTANTES

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