Este exame não é capaz de identificar dissomia uniparental e alterações de imprinting genômico, ou condições que não tenham uma base genética estabelecida. Variantes ocorrendo em mosaico podem não ser identificadas, particularmente quando presentes em baixa fração alélica e/ou quando restritas a tecidos específicos.
Não é possível descartar a existência de variantes patogênicas em outras regiões do DNA que não são alvo do presente teste. É importante ressaltar que a análise é guiada pelo conhecimento científico atual e pode sofrer mudanças ao longo do tempo, bem como que um resultado negativo não elimina a possibilidade do indivíduo testado apresentar variante patogênica em um ou mais dos genes analisados. Este risco residual varia de acordo com grupo étnico, histórico familiar, bem como com o conhecimento científico atual acerca das bases moleculares de cada condição específica analisada. Ressalta-se ainda que a análise de variações do número de cópias (CNVs) por sequenciamento de nova geração tem sensibilidade e especificidade reduzidas quando considerados eventos (deleções ou duplicações) envolvendo apenas um a dois éxons, bem como para variantes e CNVs em genes com pseudogenes e/ou regiões com alto grau de homologia. Ainda, esta análise não identifica anomalias cromossômicas envolvendo cromossomos inteiros (aneuploidias e poliploidias).
O risco estimado pelo PRS é complementar aos riscos obtidos pela análise de genes de suscetibilidade ao câncer, ao risco decorrente da história familial e ao risco associado a fatores ambientais e hábitos de vida. Ainda não há informações suficientes sobre a interação desses riscos para a população brasileira. Um baixo valor de PRS não exclui a possibilidade do desenvolvimento de câncer, por essa razão, valores abaixo do percentil 90 não serão informados. Um alto valor de PRS, isoladamente, não constitui um diagnóstico de síndrome hereditária de predisposição ao câncer. A análise isolada do PRS não é considerada apropriada para uma situação na qual exista a suspeita de uma síndrome de predisposição hereditária ao câncer. A população brasileira é geneticamente heterogênea e pessoas que tenham ancestralidade genética significativamente diferente da amostra estudada podem ter um risco diferente daquele verificado no estudo. É importante que o resultado seja interpretado em conjunto com a história pessoal e familiar. Recomenda-se a realização de aconselhamento genético, bem como o seguimento clínico para rastreamento de tumores e decisão quanto a estratégias de prevenção. O PRS é um avanço recente da genética, seu uso clínico é incipiente e ainda não há diretrizes clínicas de utilização específicas. Desse modo, recomenda-se acompanhamento médico individualizado.
A informação do PRS é individual e não deve ser usada para inferir risco de familiares ou para decisões reprodutivas. O cálculo do PRS pode variar entre laboratórios devido a diferenças metodológicas, diferenças de método de genotipagem e variantes.